“Over the sturdy nakedness of truth
the diaphanous veil of phantasy.”
José Maria Eça de Queiroz libro The Relic
A Relíquia (1887); The Relic, trans. Margaret Jull Costa (1994), epigraph.
José Maria Eça de Queirós è stato un giornalista, diplomatico e scrittore portoghese.

“Over the sturdy nakedness of truth
the diaphanous veil of phantasy.”
José Maria Eça de Queiroz libro The Relic
A Relíquia (1887); The Relic, trans. Margaret Jull Costa (1994), epigraph.
José Maria Eça de Queiroz libro José Matias
Concluí, como se conclui sempre em Filosofia, que me encontrava diante duma Causa Primaria, portanto impenetrável.
"José Matias" (1897), collected in Contos (1902); translation by Luís Marques from The Yellow Sofa & Three Portraits (1993) p. 152.
“Love makes man spiritual – and woman material.”
José Maria Eça de Queiroz libro José Matias
O amor espiritualiza o homem – e materializa a mulher.
"José Matias" (1897), collected in Contos (1902); translation by Luís Marques from The Yellow Sofa & Three Portraits (1993) p. 145.
José Maria Eça de Queiroz libro Cartas de Inglaterra
Estranha gente, para quem é fora de dúvida que ninguém pode ser moral sem ler a Bíblia, ser forte sem jogar o críquete e ser gentleman sem ser inglês! E é isto que os torna detestados. Nunca se fundem, nunca se desinglesam.
"Os Ingleses no Egipto"; "The English in Egypt" pp. 159-60.
Cartas de Inglaterra (1879–82)
José Maria Eça de Queiroz libro Cartas de Inglaterra
O inglês cai sobre as ideias e as maneiras dos outros como uma massa de granito na água: e ali fica pesando, com a sua Bíblia, os seus clubes, os seus sports, os seus prejuízos, a sua etiqueta, o seu egoísmo – fazendo na circulação da vida alheia um incomodativo tropeço. É por isso que nos países onde vive há séculos é ele ainda o estrangeiro.
"Os Ingleses no Egipto"; "The English in Egypt" p. 160.
Cartas de Inglaterra (1879–82)
José Maria Eça de Queiroz libro Cartas de Inglaterra
O esforço humano consegue, quando muito, converter um proletariado faminto numa burguesia farta; mas surge logo das entranhas da sociedade um proletariado pior. Jesus tinha razão: haverá sempre pobres entre nós. Donde se prova que esta humanidade é o maior erro que jamais Deus cometeu.
"O Natal"; "Christmas" pp. 36-7.
Cartas de Inglaterra (1879–82)
José Maria Eça de Queiroz libro O Crime do Padre Amaro
E o abade pançudo que à tardinha, à varanda, palita o dente furado saboreando o seu café com um ar paterno, traz dentro em si os indistintos restos dum Torquemada.
O Crime do Padre Amaro (1875), ch. 8; translation by Nan Flanagan from The Sin of Father Amaro ([1962] 1985) p. 98.
José Maria Eça de Queiroz libro Cartas de Inglaterra
As formas superiores do pensamento tem uma tendência fatal a tornar-se na futura lei revelada: e toda a filosofia termina, nos seus velhos dias, por ser religião.
"Israelismo"; "Israelism" p. 50.
Cartas de Inglaterra (1879–82)
“The Englishman without his tea fights only half-heartedly.”
José Maria Eça de Queiroz libro Cartas de Inglaterra
O Inglês, sem chá, bate-se frouxamente.
"Afeganistão e Irlanda"; "Afghanistan and Ireland" p. 58.
Cartas de Inglaterra (1879–82)
José Maria Eça de Queiroz libro Cartas de Inglaterra
No entanto a Inglaterra goza por algum tempo a «grande vitória do Afeganistão» com a certeza de ter de recomeçar daqui a dez anos ou quinze anos; porque nem pode conquistar e anexar um vasto reino, que é grande como a França, nem pode consentir, colados à sua ilharga, uns poucos de milhões de homens fanáticos, batalhadores e hostis. A «política», portanto, é debilitá-los periodicamente, com uma invasão arruinadora. São as fortes necessidades de um grande império.
"Afeganistão e Irlanda"; "Afghanistan and Ireland" p. 60.
Cartas de Inglaterra (1879–82)
José Maria Eça de Queiroz libro Cartas de Inglaterra
Talvez um dia, quando o socialismo for religião do Estado, se vejam em nichos de templo, com uma lamparina de frente, as imagens dos santos padres da revolução: Proudhon de óculos. Bakunine parecendo um urso sob as suas peles russas, Karl Marx apoiado ao cajado simbólico do pastor de almas tristes.
"Israelismo"; "Israelism" p. 50.
Cartas de Inglaterra (1879–82)
José Maria Eça de Queiroz libro The Mandarin
No fundo da China existe um mandarim mais rico que todos os reis de que a fábula ou a história contam. Dele nada conheces, nem o nome, nem o semblante, nem a seda de que se veste. Para que tu herdes os seus cabedais infindáveis, basta que toques essa campainha, posta a teu lado, sobre um livro. Ele soltará apenas um suspiro, nesses confins da Mongólia. Será então um cadáver: e tu verás a teus pés mais ouro do que pode sonhar a ambição de um avaro. Tu, que me lês e és um homem mortal, tocarás tu a campainha?
O Mandarim ("The Mandarin", 1880), trans. Margaret Jull Costa, Ch. 1.
José Maria Eça de Queiroz libro Cartas de Inglaterra
Jovens de letras, meus amigos, ponde vossos olhos neste exemplo de ouro! Sê prudente, mancebo; nunca, ao entrar na carreira literária, publiques poema ou novela sem a antecipada precaução de ter sido durante alguns anos – primeiro-ministro de Inglaterra!
"Israelismo"; "Israelism" p. 56.
Cartas de Inglaterra (1879–82)
José Maria Eça de Queiroz libro Cartas de Inglaterra
Em geral, nós outros, os Portugueses, só começamos a ser idiotas – quando chegamos à idade da razão. Em pequenos temos todos uma pontinha de génio.
"A Literatura de Natal"; "Christmas Literature" p. 42.
Cartas de Inglaterra (1879–82)